Olha que bonitinho… Agosto 18, 2005
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Olha só as criações feitas com alimentos, que estão no livro Brincando com seus alimentos, de Joost Elffers. Além dessas, o livro tem fotos de diversas outras, todas feitas com alimentos.


Será que o autor desse livro já ouviu falar dessas notícia:
Fome não será combatida até 2030, diz relatório da FAO

O mundo não conseguirá cumprir a meta das Nações Unidas de diminuir a fome pela metade até 2015, revelou um relatório do órgão da ONU para alimentação e agricultura (FAO).
De acordo com o relatório, o planeta provavelmente não atingirá a meta nem em 2030.
A FAO prevê que a produção de alimentos continuará a aumentar mais rapidamente do que a população, e que as pessoas mais pobres consumirão alimentos de qualidade melhor nos próximos anos.
“Mesmo assim, o número de pessoas famintas nos países em desenvolvimento deve diminuir dos atuais 777 milhões para cerca de 440 milhões em 2030″, disse o relatório chamado de “Agricultura mundial: rumo a 2015/2030″.
Redução pela metade
A ONU definiu como objetivo durante a Cúpula Mundial de Alimentação, em 1996, diminuir pela metade o número de pessoas famintas em relação aos níveis de 1992: algo em torno de 815 milhões.
Líderes mundiais reuniram-se em Roma, em junho de 2002, para renovar seu compromisso com as metas de 1996.
Mas poucos dirigentes de potências mundiais compareceram e alguns acusaram os países industrializados de mostrar indiferença em relação aos famintos.
A África subsaariana é motivo “de grande preocupação”, de acordo com a FAO.
Na região, a ONU estima que o número de pessoas com fome e subnutridas deve cair somente de 194 milhões para 183 milhões em 2030.
O novo estudo da FAO foi divulgado às vésperas do início da Rio+10, Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, que começa no próximo dia 26, na África do Sul.
Veja, os tucanos e Marcos Valério Agosto 9, 2005
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Dados do TSE mostram que Editora Abril, proprietária da Veja, financiou campanhas de candidatos tucanos em SP, entre elas, a de Alberto Goldman. Nada ilegal, mas não custa avisar ao leitor. Ajuda a entender a linha editorial. E o que tudo isso tem a ver com Marcos Valério?
As informações são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram obtidas pelo gabinete do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR). A Editora Abril S/A, proprietária da revista Veja, entre outras publicações, doou, nas eleições de 2002, R$ 80,7 mil a dois candidatos do PSDB e a um candidato do PPS. O deputado federal Alberto Goldman (PSDB-SP) recebeu doações de R$ 34,9 mil da editora naquele ano. O deputado federal licenciado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, recebeu uma quantia mais modesta, R$ 15,8 mil. Ferreira é hoje secretário de governo do prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB). Já o candidato Emerson Kapaz (PPS-SP), que já exerceu mandatos pelo PSDB antes de trocar de partido, recebeu R$ 30 mil. Segundo a assessoria do deputado Dr. Rosinha, essas foram as únicas doações a políticos feitas pela Editora Abril em 2002.
Até aí morreu Neves. Nenhuma ilegalidade e também nenhuma surpresa. A informação é útil, porém, para ver com mais clareza as opções editoriais da revista Veja, que chegou a recorrer à Justiça para ter o direito de chamar a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, de “perua do mensalão”, sem apresentar qualquer prova que justificasse essa agressividade verbal. As afinidades político-partidárias dos donos da revista talvez forneçam uma explicação mais razoável para tanta fúria.
A Editora Abril também foi identificada como responsável por um depósito de R$ 303 mil reais em uma conta da DNA Propaganda, empresa de Marcos Valério, segundo dados obtidos pela CPI dos Correios e divulgados pela mídia. Os integrantes da CPI também identificaram dois depósitos da TV Globo, somando R$ 3,6 milhões, e dois da Globosat, somando R$ 180 mil. Segundo a assessoria da DNA, nestes dois últimos casos, os depósitos correspondem ao pagamento de comissões e bônus pela veiculação de publicidade em emissoras de televisão aberta e a cabo. Em princípio, também não há nada de ilegal nisso. Mas será interessante ver qual será o tom da cobertura destes veículos sobre tais depósitos. Merecerão manchetes e destaques de capa?
Nos últimos dias, as revelações de que candidatos tucanos e de outros partidos da oposição também receberam dinheiro de contas de Marcos Valério pegaram muita gente de surpresa, desafiando a grande mídia a adotar novas inflexões em suas coberturas. O próprio presidente nacional do PSDB, Eduardo Azeredo, teve que vir a público para dar explicações. O ex-presidente FHC apressou-se a dizer que é preciso investigar tudo, mas teve mais pressa ainda em dizer que é importante não perder o foco olhando para o passado, ou seja, para o seu governo. Ao contrário de FHC, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, mostrou-se preocupado com o passado e pediu esclarecimentos a quatro assessores do governo estadual que receberam dinheiro das contas de Marcos Valério para campanhas eleitorais em 1998. Aécio também parece preocupado com rumores que apontam para tucanos paulistas como responsáveis por denúncias que estão caindo em seu colo. A rivalidade tucana na corrida presidencial para 2006 ainda vai dar o que falar.
E a revista Veja, o que diz de tudo isso? Em sua edição on-line desta quarta-feira (27), a revista anuncia que “o presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), reagiu rapidamente às denúncias de que teria recebido recursos das empresas de Marcos Valério para sua campanha de reeleição ao governo de Minas em 1998”. E informa que Azeredo já se colocou à disposição da CPI dos Correios para explicar as denúncias, rejeitando qualquer comparação entre a campanha em Minas e as denúncias contra o PT, apuradas pela CPI dos Correios. Nenhuma linha sobre o depósito de R$ 303 mil reais feito pela Editora Abril na conta de uma das empresas de Valério. Em nota oficial, não publicada pelo site de Veja na tarde de quarta, o Grupo Abril afirma que “mantém relacionamento comercial com a grande maioria das agências de publicidade do país e que pagamentos de comissões em nome de agências fazem parte das práticas normais da atividade”. De fato, fazem parte, mas a discrição e o silêncio no site da revista são duas características estranhas à linha editorial da publicação quando se trata de alguma denúncia contra qualquer coisa que tenha “cheiro de esquerda”. Neste caso, qualquer denúncia ganha destaque imediato.
A informação levantada por Dr. Rosinha teria algo a ver com essa postura? Para o parlamentar petista, há fortes evidências de que sim. “Essas doações a dois caciques tucanos, feitas pela editora proprietária de Veja, revelam uma relação íntima mantida entre a revista e o PSDB”, declarou. Dias atrás, Dr. Rosinha apontou ligações entre o instituto de pesquisa Ipsos-Opinion (multinacional com sede na França) e o PSDB. Segundo ele, a revista usou dados do instituto para publicar capas ofensivas contra o presidente Lula. Qual a relação entre as duas entidades? O Ipsos trabalha para o PSDB desde o início de sua atuação no Brasil em 2001, apontou o deputado petista.
Ele também tira algumas conclusões a partir da confirmação do financiamento, pela Editora Abril, de candidaturas tucanas, especialmente no caso de Alberto Goldman. “Além de ter relatado a Lei Geral de Telecomunicações durante o governo FHC, Goldman também presidiu a comissão que tratou da flexibilização do monopólio do petróleo. O principal beneficiado pelas doações da Editora Abril foi ainda ministro dos Transportes, quando deu início ao processo de privatização das rodovias e portos brasileiros”, informa material produzido pela assessoria do parlamentar. E vai mais além. “Uma das maiores editoras do Brasil, a Abril possuía um endividamento líquido, em 2002, de R$ 699,5 milhões. Em julho de 2004, fundos de investimento em empresas de capital privado da Capital International Inc. associaram-se ao grupo Abril, beneficiando-se da Lei Geral de Telecomunicações, relatada por Goldman”.
Ainda segundo Dr. Rosinha, essa negociação permitiu à editora um aumento de capital de R$ 150 milhões – parte desse valor teria sido utilizada no abatimento da dívida. “O negócio corresponde a 13,8% do capital da Abril. A dívida atual da editora chega a R$ 485,9 milhões”, acrescenta, concluindo: “Como se vê, mesmo endividada, a empresa não deixou de contribuir com campanhas tucanas. Onde fica o princípio de imparcialidade e a independência jornalística dos veículos ligados à editora?”, questionou o parlamentar.
A revista Veja tem denunciado com vigor as relações entre políticos do PT e a iniciativa privada, relações estas que financiariam o esquema do mensalão. Não resta sombra de dúvida de que a democracia brasileira só vai merecer este nome quando, entre outras coisas, as relações entre os setores públicos e privados ficarem transparentes para a população. A Editora Abril e a revista Veja poderiam dar o exemplo e explicar com que interesse financiaram campanhas eleitorais de candidatos tucanos. E se esses interesses se manifestam, de algum modo, em suas escolhas e ênfases editoriais. Afinal de contas, a falta de transparência nas relações entre o público e o privado é um dos fatores causadores da atual crise política. Ou não?
Marco Aurélio Weissheimer é jornalista da Agência Carta Maior (correio eletrônico: gamarra@hotmail.com)
EXCLUSÃO SOCIAL Agosto 3, 2005
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Matéria da Folha de S. Paulo, de 03 de Agosto de 2005:
Prefeitura recolheu equipamentos que serviam de abrigo para moradores de rua sem a presença de assistentes sociais
Sem “casa de boneca”, criança fica na rua

O menino I., uma das crianças que estavam abrigadas em uma casinha de madeira perto do shopping Tatuapé, na zona leste de São Paulo
A gestão José Serra (PSDB) recolheu ontem as pequenas casas azuis de madeira, com um metro e meio de altura, que viraram abrigo para moradores de rua de São Paulo. A ação, porém, foi feita sem a presença de assistentes sociais, e os moradores do local, três crianças, foram deixados na rua.
O equipamento, que lembra casinhas de boneca ou de cães, foi instalado no domingo pela Associação Casa da Criança de Nossa Senhora Aparecida. Antes disso, as crianças dormiam na rua.
Segundo o próprio secretário municipal da Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, a Subprefeitura da Mooca tirou as duas casinhas, perto do shopping Tatuapé (zona leste), na hora do almoço e só depois as assistentes sociais foram ao local. Mas os garotos já não estavam lá.
O subprefeito da Mooca, Walter Bellintani, admitiu que houve um erro e diz que irá apurar por que assistentes não estavam no local para levar os meninos a um abrigo. Mas diz que a ação era necessária porque havia uma ocupação irregular do espaço público.
Segundo especialistas ouvidos pela Folha, que mostrou ontem a procura de moradores de rua pelas casinhas, a situação expõe a situação dessa população.
Sem assistência
Até o início da noite, as crianças não haviam recebido nenhum tipo de atendimento da prefeitura. Após as 18h, a assessoria do prefeito perguntou à reportagem onde poderia encontrá-las.
À tarde, as crianças foram para a associação que cedeu as moradias. “Vou ter de procurar outro lugar para elas ficarem”, disse a presidente da entidade, Lusia Lopes da Silva. Ela diz que não voltará, por enquanto, a instalar as casinhas. A intenção era colocá-las na Sé e na República.
“A ação da prefeitura foi emblemática: eles retiraram as casas sem se importar com as pessoas. Não respeitaram o sentimento de proteção que as casinhas tinham para as crianças”, diz o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Menor.
“A retirada não poderia ser tão abrupta. Era preciso o acompanhamento de psicólogos ou assistentes sociais para trabalhar essa questão com as crianças, mostrar que uma casa precisa ter banheiro, por exemplo”, afirma ele.
Segundo os meninos I. e L., ambos de 13 anos, por volta das 10h de ontem “muitos homens da prefeitura” chegaram ao local.
“A gente correu para dentro da casinha e pediu para levarem a gente junto. Mas o “tio” mandou a gente sair”, disse um deles. “Enquanto eles levavam as casinhas, começamos a jogar um monte de pedras neles”, disse I.
De acordo com eles, a ação foi violenta. “Um dos homens apertou meu braço forte para eu largar a pedra”, conta L., apontando um pequeno machucado no braço esquerdo. Os dois dizem ter chorado muito. “É claro que eu vou chorar. A casinha era boa, tinha colchão e cobertor, cabiam até três pessoas apertadas”, diz I.
A associação não sabia o que fazer com os meninos. Ontem, eles dormiram na casa de bonecas que fica na entrada, do lado de dentro do portão da associação. Mas foi uma situação improvisada, já que não há funcionários que fiquem no local nesse horário.
O subprefeito disse que irá apurar a acusação de que a retirada foi feita de forma violenta. A Folha tentou ouvir o prefeito ontem à tarde, mas sua assessoria informou que o secretário Pesaro é que deveria falar sobre o caso.
Exército Brasileiro se prepara contra os EUA Agosto 3, 2005
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Leia mais sobre o assunto clicando aqui.
Estava lendo algumas bobagens numa comunidade do orkut, a Teoria da Conspiração. Tem muito assunto lá e geralmente encontramos coisas engraçadas, pra descontrair. Eis que surge o seguinte tópico:
início do tópico:
Exército Brasileiro se prepara contra os EUA
A Guerra na Amazônia já é anunciada veladamente. E os EUA já é considerado um inimigo declarado.
Só que essa não é uma Teoria da Conspiração apenas, é fato. O Exército já deu entrevista à Radiobras sobre isso. O áudio se encontra em www.radiobras.gov.br.
Na entrevista um major fala que o Exército Brasileiro já possui 18 mil homens vigiando toda a mata e que mais três mil estão sendo enviado para lá. E que não partirão para o confronto direto com os EUA, pois seria derrota certa. A tática que pretende usar é guerra de guerrilhas. A mesma usada pelo Vietnã.
Vejam que os estadonunidenses estão rondando a Amazônia faz tempo. O Donald Rumsfield já fez uma visita a Manaus para conhecer o projeto Sivam. A Condoloezza Rice esteve também recentemente em Brasília com intenções muito suspeitas.
E Há duas semanas, o Sindacta detectou a presença de uma avião norte-americano não tripulado sobrevoando e fazendo reconhecimento aéreo da Amazônica sem pedir permissão ás autoridades brasileiras.
Os EUA Ficam tocando o terror no país dos outros e depois não querem sofrer ataques terroristas.
fim do tópico.
Bom, lógico começaram a questionar o cara que havia postado a matéria. Disseram que ele estava espalhando notícia falsa e tal. Só que resolvi seguir o link. E encontrei mesmo a tal reportagem. Foi um especial feito pela Radiobrás. E chama-se Amazônia Terra Cobiçada.
Entrem lá, baixem a matéria Estratégia da resistência. É interessante. Mas, para quem está com preguiça de baixar o arquivo, encontrei os seguintes textos no site da radiobrás:
início dos textos:
Comando Militar da Amazônia está precavido contra invasão, diz general
07:08
Eduardo Mamcasz
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia
Brasília – O chefe do Comando Militar da Amazônia, general Cláudio Barbosa Figueiredo, garantiu que as forças armadas brasileiras estão “precavidas” diante da ameaça de invasão militar estrangeira na “cobiçada e imensa” região amazônica. “E estamos desenvolvendo aqui uma estratégia, que é a estratégia da resistência”, diz o general na reportagem de hoje (22) da série “Amazônia – terra cobiçada”, transmitida pelas rádios Nacional da Amazônia e de Brasília.
Cláudio Figueiredo assegurou que a “estratégia da resistência” será usada contra qualquer tipo de inimigo “seja de forças superiores à nossa , seja de igual valor”. Segundo o general, “qualquer uma delas encontrará resistência muito forte que contra-indica uma aventura desse tipo”. Ele afirmou ainda que é preciso ter planejamento e treinamento para que, se houver invasão, “nós
possamos dar uma resposta compatível com a segurança que a Amazônia merece”.
A fronteira do Brasil com a Colômbia, apesar da atividade guerrilheira no país vizinho , não preocupa tanto, no momento, o comandante militar da Amazônia quanto a fronteira com o Peru por causa, segundo ele, da “ação deletéria dos madeireiros ilegais que estão invadindo o
território”. O general lembrou que esses madeireiros “não têm nada a ver com o governo do Peru” e atuam no nosso lado nas áreas indígenas dos Ashaninka. “Isto está nos preocupando muito e junto com o Ibama estamos fazendo operações para coibir esses ilícitos”, afirmou.
Atualmente, o Comando Militar da Amazônia tem 22 mil soldados – com a chegada da Brigada de Infantaria de Niterói (RJ) serão 25 mil – e sua principal base de sustentação financeira é no Projeto Calha Norte, que está presente em 151 municípios, sendo 95 de fronteira. Em 1985, o
número de militares do Exército não passava de seis mil. “Isso tudo foi patrocinado pelo projeto Calha Norte”, disse o comandante. Ele destacou que o Exército na Amazônia leva “cidadania a esse pessoal do interior onde a presença do Estado brasileiro é muito frágil”.
O apoio logístico e de segurança que o Exército dá na Amazônia para que “os órgãos possam trabalhar” também foi destacado pelo comandante militar da região. “Nós estamos com o que chamamos de estratégia da presença, disse o general, e estamos praticamente em toda a
extensão da Amazônia brasileira, nossos efetivos são grandes e nós conhecemos a toda a região”.
22/03/2005
Especial ”Amazônia – Terra Cobiçada” tratará de invasão e soberania da região
15:20
Eduardo Mamcasz
Rádio Nacional da Amazônia
Brasília – O trabalho desenvolvido na Amazônia pelos cientistas e pesquisadores estrangeiros e a contrapartida da defesa da soberania defendida pelos 22 mil militares instalados na região, onde treinam a “estratégia da resistência”, são algumas das principais questões que serão debatidas durante a série de cinco reportagens no rádio-documentário “Amazônia-terra cobiçada”. Elas serão veiculadas, a partir desta segunda-feira (21), em diversos programas da Rádio Nacional da Amazônia e da Nacional AM e FM de Brasília. As sonoras serão disponibilizadas pela Agência Brasil, na página da internet, e pela Agência Rádio Nacional, via satélite.
A série foi preparada pela equipe da Rádio Nacional da Amazônia a partir das declarações do candidato à presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), o francês Pascal Lamy, defendendo “regras de gestão coletiva internacional da Amazônia”. A proposta foi considerada “preconceituosa e incompatíível” pelo governo brasileiro, através do chanceler Celso Amorim. No documentário, uma das respostas coube ao presidente da Associação Brasileira de Ongs (AONG), Jorge Eduardo Durão: “acho que o conceito de soberania é incompatível com esta esdrúxula idéia.”
A necessidade de um melhor conhecimento da atuação das Organizações não-governamentais (Ongs) na Amazônia também será tema de uma das reportagens dentro do documentário “Amazônia-terra cobiçada”. A discussão sobre a necessidade de se criar um “cadastro de Ongs”, como prevê um projeto de lei, estará presente no debate de quarta-feira (23). Um dia antes (22), será a vez do posicionamento do Comando Militar da Amazônia diante da possibilidade de um dia a região ser invadida militarmente.
“Nós temos que estar precavidos para uma ameaça deste tipo, e estamos” – garante o chefe do Comando, general Cláudio Figueiredo. O diretor-executivo do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Edgard Fagundes, por sua vez, garante que as Forças Armadas são o grande parceiro nesta questão de soberania da Amazônia e garantiu que “o Brasil pode, com muita tranquilidade, dizer que, com o advento do Sipam, tem um total domínio sobre a região amazônica”. O governador do Amazonas, Eduardo Braga, também participa deste debate. “Se a maior potência militar do mundo,os Estados Unidos, sofreu a derrota que sofreu, no Vietnam, imagina numa Amazônia”, alertou.
A circulação de cientistas estrangeiros pela Amazônia, onde às vezes são confundidos ou mesmo presos como “biopiratas”, é outro ponto importante da série “Amazônia-terra cobiçada”. Em defesa do que chamou de “cientistas-parceiros” saiu Peter Mann de Toledo, diretor-geral da instituição pública federal que serve de porta de entrada na região, o Museu Paraense Emílio Goeldi. Ele aconselha “muita cautela”, principalmente na hora da “ação policialesca”. O diretor desestimulou o “preconceito” contra qualquer instituto de pesquisa do exterior.
Na parte relativa ao entrosamento entre os oito países, mais a Guiana francesa, que dividem a mesma Amazônia, a secretária-geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (Otca), Rosalia Arteaga, elogiou a ação que está sendo desenvolvida pessoalmente entre os presidentes da região. O comandante militar da Amazônia e a Divisão de Repressão a Crimes Ambientais da Polícia Federal também apresentam resultados de encontros regionais acontecidos em função de problemas comuns nas fronteiras regionais da Amazônia. “Atualmente, por exemplo, o que nos preocupa mais é a fronteira do Peru, por causa da ação deletéria dos madeireiros que estão invadindo o nosso território”, finaliza o comandante militar da Amazônia.
A série “Amazônia-terra cobiçada” vai debater ainda, a partir de segunda-feira (21), as questões de legislação, insuficiente para combater crimes ambientais novos, como a biopirataria, ou para defender a propriedade intelectual de populações tradicionais. A questão fundiária na Amazônia também será abordada.
No final, serão apontados alguns “caminhos do futuro” para a Amazônia.
18/03/2005
Fim dos textos.
Comentário: É… estamos longe de saber a verdade… longe.
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